Boa parte da dor que chega até mim já foi tratada antes. Placa, canal, medicação, fisioterapia. Quando não resolveu, quase nunca o problema foi a execução do procedimento — foi o que veio antes dele: a separação do caso.
Sou cirurgião-dentista formado pela UNICAMP há 20 anos, CRO-SP 89.707, endodontista e implantodontista. Atendo em Limeira, na Avenida Saudades, 1569.
O consultório é o Instituto BV Odonto, onde também faço tratamento de canal com microscópio e implantes.

A dor orofacial entrou no meu trabalho por dentro, não por fora. Um endodontista passa a carreira decidindo uma única pergunta: esta dor vem da polpa do dente, ou só parece que vem? Errar essa pergunta significa abrir um dente saudável. Quem faz endodontia com critério é obrigado a conhecer bem os quadros que imitam dor de dente — e a articulação temporomandibular, os músculos da mastigação e as dores de cabeça primárias são os principais deles.
Por isso a primeira coisa que eu faço não é tratar. É classificar.
O que muda na primeira consulta
Você sai sabendo o nome do que você tem — ou sabendo exatamente o que ainda falta para nomear, e por quê. “Provavelmente é tensão” não é diagnóstico.
Você sai sabendo o mecanismo. Qual estrutura dói, por que ela dói e o que a conduta proposta muda nela. Explicar benefício é fácil; explicar mecanismo é o que permite que você discorde de mim com informação na mão.
Você sai sabendo o que é reversível e o que não é. Placa, orientação e controle de carga são reversíveis. Desgastar dente, mexer na mordida e reabilitar não são. A ordem é essa, e não a inversa.
E você sai com um critério de fracasso: em quanto tempo se espera mudança, e o que fazer se ela não vier. Plano que não prevê o próprio fracasso não é plano.
Como eu trabalho
Separo os casos antes de propor conduta. Dor facial não é uma categoria única, e tratar quadros diferentes com o mesmo protocolo é o erro mais comum que eu vejo.
Examino a articulação antes de qualquer alteração definitiva na mordida. Teste de carregamento primeiro, procedimento depois — e quando a articulação não aceita carga, o que é irreversível fica de fora até que ela aceite.
Recuso procedimento quando o critério técnico não fecha. Já disse a um paciente que veio tratar um dente que eu NÃO iria tratá-lo, porque o que sobrava de estrutura não sustentaria uma reabilitação duradoura. Tratar ali seria adiar uma perda e cobrar pelo adiamento.
Isso significa deixar de faturar. Significa também que, quando eu digo que vale a pena, o paciente sabe que não é conversa comercial.
Onde eu encaminho
Cefaleia com características de enxaqueca é avaliação médica, de neurologia. Suspeita de distúrbio respiratório do sono é avaliação do sono. Dor cervical predominante costuma pedir fisioterapia junto — e nesses casos eu prefiro trabalhar acompanhado a trabalhar sozinho.
Eu não trato tudo. E acho que quem trata tudo deveria explicar como.
Formação e registro
Cirurgião-dentista formado pela UNICAMP em 2006, CRO-SP 89.707. Especialista em Endodontia pela São Leopoldo Mandic e em Implantodontia pela ABO — os dois títulos registrados no Conselho Federal de Odontologia.
Habilitado em Laserterapia (Resolução CFO-82/2008) e em Ozonioterapia (Resolução CFO-166/2015) pelo CFO — os dois recursos que uso como apoio no tratamento da dor muscular e articular.
DTM e dor orofacial é uma especialidade reconhecida pelo CFO e eu não tenho esse registro: o que eu tenho nessa área é atuação clínica, pela via que descrevi acima. Deixo escrito porque quem é preciso sobre as próprias credenciais tem alguma autoridade para pedir precisão no diagnóstico.
Nada nessa área é absoluto — e quem fala em certezas sobre dor orofacial está descrevendo um campo que não existe. Se a sua dor ainda não tem nome, comece pela triagem: são perguntas que separam os quadros mais comuns e fazem você chegar à consulta com a conversa adiantada.
Avaliações de pacientes
Atendo em Limeira desde 2013. As avaliações de quem passou pelo consultório ficam no meu perfil no Doctoralia, onde são verificadas pela plataforma e eu não tenho como editar ou selecionar o que aparece. Prefiro assim: você lê na fonte, não filtrado por mim.